a barata morre – tripas pra fora. pisei em você sem querer, juro.pouco depois, novamente viva sem muito mistério - as baratas tem mesmo qualquer coisa de mágica – ela me aparece no vaso sanitário quase implorando por um passeio pelas tubulações sujas. é a barata sem nome de G.H.. potente e, ouso dizer, misericordiosa. A mesma. é sempre a mesma barata. Repetida. aprendida. das tripas todas,que ela havia expulsado, quando entre meu corpo e o da terra, até agora não tive notícia. os bichos simples, sem cultura, folclore, neuroses, culpa, ataques cardíacos, não têm gosto pq, apesar de se entedermo-los como grupo; são de fato da mesma consiência, como a reprodução de infinitas reencarnações num mesmo tempo. um calote na ordem universal, uma excessão?


