não consigo mais o transe dos meus 7 anos. na cama fruxa de madeira velha; repetindo qualquer coisa de raul seixas e umas aranhas. meus pés, raiva pura, bateram com tanta força na porta de vidro da sala do meu avô. a noite chorei enquanto Mazé catava os cacos presos na minha carne. eu era vitela querendo estória e atenção. mais velho e culpado, estirei o dedo dentro da igreja –  muito perto de deus. depois o hype era sempre fora da lei. a melhor bebida era a mais forte que estivesse mais perto. um lugar pra transcendental devia ter maconheros que cantassem nirvana e vento forte . uns anos depois me desfiz do que quer que achasse que me definia e sofri. tempo alegre que lembrava o dedos sete anos com o lance do vidro no pé, inclusive. e deixo pra terminar esse texto mais tarde.

“é tao dificil achar um amigo de verdade? um brother que vc possa contar tudo a ele que ele vai te ouvir coom prazer e te aconselhar? um brother que nao se preocupe com cor, religiao, fisico entre outras diferenças? to começando a deixar de crer que possa existir algo sincero nesse mundao…”

a barata morre – tripas pra fora. pisei em você sem querer, juro.pouco depois, novamente viva sem muito mistério - as baratas tem mesmo qualquer coisa de mágica – ela me aparece no vaso sanitário quase implorando por um passeio pelas tubulações  sujas. é a barata sem nome de G.H.. potente e, ouso dizer, misericordiosa. A mesma. é sempre a mesma barata. Repetida. aprendida. das tripas todas,que ela havia expulsado, quando entre meu corpo e o da terra, até agora não tive notícia. os bichos simples, sem cultura, folclore, neuroses, culpa, ataques cardíacos, não têm gosto pq, apesar de se entedermo-los como grupo; são de fato da mesma consiência, como a  reprodução de infinitas reencarnações num mesmo tempo. um calote na ordem universal, uma excessão?

cucaracha love3

semanas de palavras repetidas sobre o amor de 2. mas disso não sei falar, não. no tempo que passo pensando noutras coisas que requerem menos esperança, tenho sido bom pra mim, também. é de controle que eu falo, do ”o que passa?” do virginiano que eu falo. saudades de pernas. pernas não precisam de sexo nem daquele calor desesperado; de explicação nenhuma – pernas saudosas. que surjam amigas ou que eu me despece pelo menos da saudade.  

vale a pena ver isso:

não que eu não te ame

esses dias, em prol das novas experimentações (produção), me permiti ver bastante e ler sobre cinema de terror. surpreso em conseguir finalmente assistir a transformação do gênero na história. viva a internet!

ultimos filmes:

freaks
la antena
alice
fragmentos de tracey
valsa para bashir
los abrazos rotos
horror picture show
grace
buena vista social club
exorcismo de emily rose
let the right one in
creep show
someone behind you
guinea pig
the echo
twilight zone
rec
flesh for frankstein
dirigindo no escuro
creep show 2

mande-me, por favor, uma foto sua. foto sua daquele jeito para : viniciusdantas@gmail.com

 

pronto. aceitei o diagnóstico. TDA. explica tanta coisa… mas é q fica dificil estranhar a perpectiva que experimento há mais de 21 anos. quer dizer, perspectiva no sentido fisiológico dos meus assuntos mentais, que estariam, assim, amarradinhos desde antes que eu nascesse. “o melhor amigo do TDA é o caderninho”. se por um lado isso é um indício, um  sintoma, por outro, é também o prognóstico: pra mente inquieta, que joga uma ideia sobre a outra ao invés de ir fundo sempre e até o fim dum pensamento. PENSAMENTO LATERAL – de experimentar angulos diferentes… sou criação dos filmes que vi e das palavras das pessoas quem escolho ouvir… vão sendo parte das minhas libertações diárias. como diz a menina de Olinda sobre conscientização: varias caixas encaixotadas que podem ser abertas pra sempre. ”eu gosto de ser assim,mãe! quero remédio, não!”… o caderno mostra as caixas que já foram abertas

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to pesquisando narrativas visuais de horror. preparando…

depois d uma semana acampado em salvador(ENEART), a primeira cagada sentado despreocupado. golóória!

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